segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Temas e curiosidades

A escolha dos temas está sendo bem interessante especialmente quando os alunos percebem que a abrangência torna difícil visualizar o que realmente pretendem pesquisar. Essa percepção acaba favorecendo o trabalho, dos alunos e do orientador, à medida que mais ideias e possibilidades de exploração do tema vão surgindo a partir desse movimento do pensamento. Nesse sentido, a organização das ideias na folha de papel, vale dizer, a transposição da linguagem oral (as rodas de conversa) para a escrita, tem ajudado bastante a perceber os diferentes ângulos de abordagem sobre o mesmo tema. Mais que isso, creio que a reflexão e o registro, prática integrante das aulas de Português, nesse contexto ajudam o aluno a perceber de outra forma a importância do trabalho com a linguagem. Por enquanto temos alguns temas e muitas ideias:
Idicedna e Florildes: escolheram o tema das flores, em especial as orquídeas, e, em princípio estão pesquisando sobre orquidário.
Sara: está em dúvida sobre os temas sexualidade e amor.
Alessandra: provavelmente irá pesquisar sobre alergia(s).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Buscarini 2012

Novas turmas, novas perguntas, novas expectativas, novos sustos, novas superações. Esses são alguns dos aspectos que impulsionam essa nova incursão na metodologia dos PAs. Agora, eatamos trabalhando com os alunos do 9ºanoD, também da EJA: Albert, Alef, Alessandra, Cleiton, Elieuda, Evanise, Florildes, Idicedna, Jeremias, Luan, Maria do Socorro, Sara, Victor e Wesley. Alguns alunos infelizmente não estão comparecendo ao curso ultimamente.
Hoje estiveram presentes o Alef, a Sara, a Alessandra, ao fundo, a Evanise e a Maria do Socorro no centro e à frente a Elieuda, a Florildes e a Idicedna

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Criando blogs no Buscarini

Começamos a criar os blogs das turmas da EMEF Buscarini. A primeira etapa foi a explanação sobre blogs, em conversa áudio-visual na biblioteca da escola.

As curiosidades, dúvidas e dificuldades, embora passíveis de explicação e justificativas, só começaram a ganhar clareza quando iniciaram a navegação na internet. Para alguns, uma experiência inédita, experimentando o sabor da primeira vez. Afinal, quando precisamos fazer algo sobre o que não temos experiência, faz todo sentido o dito popular: a teoria na prática é outra.

Os alunos e as alunas estão bastante motivados, e já sabem que o trabalho com os PAs terá continuidade no início do próximo ano letivo.
 Como poderá ser visto nos blogs das turmas, estamos apenas no início, experimentando a ferramenta, mas já fazendo as primeiras postagens identificando o blog com a pergunta geradora das pesquisas, além dos primeiros textos com a justificativa da escolha do tema. Pode parecer pouco, mas para quem está envolvido no processo ensino-aprendizagem sabe o valor de cada passo dado e o significado das descobertas inciais, seja em relação ao progressivo domínio do blog, seja em relação às primeiras informações sobre os conteúdos pesquisados. Ouvir o aluno dizer que ficou surpreso com tanta informação e que estas o fizeram mudar o modo de ver o tema escolhido, é mais do que gratificante para nós, pois é aprender a acompanhar os passos no caminho do aprender a aprender.

http://www.ejabuscarinileocadia.blogspot.com/

http://www.ejabuscarinivailton.blogspot.com/

http://www.ejabuscariniveronica.blogspot.com/

http://www.ejabuscarinialan.blogspot.com/

http://www.ejabuscariniandreia.blogspot.com/

http://www.ejabuscarinirenata.blogspot.com/

http://www.ejabuscarinivania.blogspot.com/

http://www.ejabuscariniyara.blogspot.com/

Alguns dos alunos mostraram-se surpresos com a devolutiva do orientador, isto é, os comentários feitos em relação ao que eles postaram, no intuito de ajudá-los a organizar melhor as informações tendo em vista a concretização do trabalho e os possíveis leitores. Achei essa surpresa bastante produtiva, na medida em que aponta de outra forma a concretude da parceria.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Criando blogs no Fenólio

Hoje, na EMEF Antônio Fenólio aproveitamos o espaço livre do laboratório de informática para criar os primeiros blogs dos alunos da 6A, do curso EJA. Embora o tempo tenha sido curto, ou encurtado por ser a primeira experiência, ou primeiro contato dos alunos com essa ferramenta, já conseguimos criar quatro blogs. (O endereço de um deles não está conectando, mas será publicado na próxima postagem.)
http://www.ejafenoliosilvanira.blogspot.com/
http://www.ejafenoliojosedson.blogspot.com/
http://www.ejafenoliodavi.blogspot.com/

Conheçam a turma, hoje um pouco desfalcada por causa da chuva.

Os PAs ainda estão na fase inicial, alguns temas estão em processo de reformulação, bem como as perguntas e justificativas. Para alguns alunos, ainda existe uma pequena confusão em relação ao sentido do Projeto de Aprendizagem, ora entendido como um trabalho escolar tradicional, ora como um modo de aprender informática, ou aprender um idioma.
  Por isso, acredito que a criação dos blogs nesse momento do processo da aprendizagem é também um estimulo para que os alunos e alunas comecem, na prática, a vislumbrar o alcance do projeto e as várias possibilidades de uso das tecnologias em um trabalho de pesquisa (uma ressignificação dessa expressão no espaço escolar).

A criação do blog pelos próprios educandos vai aos poucos acostumando-os a lidar com não só com essa tecnologia, mas vai desfazendo o medo e a angústia de entrar em contato com o "novo".

Nesse sentido, creio que seria válido dizer que navegar na Internet – principalmente com um objetivo – é também caminhar em novos espaços, entrar em nova fase de letramento, ampliando as perspectivas de nossos alunos, tanto no âmbito escolar, quanto no mundo do trabalho.

domingo, 23 de outubro de 2011

Produção de texto

Abri um novo blog para postar os textos produzidos pelos alunos em sala de aula. Creio que assim os textos ficam melhor agrupados e mais fácil de serem visualizados. Para começar, clique no link a seguir: http://www.ejatextos.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Iniciando os mapas conceituais

A proposta da parceria no aprendizado da construção dos blogs não está dando muito certo, principalmente pelo fator trabalho, isto é, um dos alunos que estava desempregado conseguiu uma vaga em uma empresa, outros do grupo precisaram alternar os turnos de trabalho, ou precisaram ficar no trabalho um pouco além do horário habitual. Em todo caso, estamos continuando. O professor de informática acredita que nesta próxima semana (de 10 a 4.10) é possível terminar de cadastrar os e-mails dos alunos e, em seguida, iniciar a construção dos blogs, nas aulas de informática.

 Após a justificativa da escolha dos temas, começamos uma nova fase, isto é, a construção dos Mapas Conceituais.

Para trabalhar com a noção de mapa conceitual, solicitei aos alunos que encontrassem e analisassem alguns diagramas constantes no próprio livro didático do curso EJA, utilizados na disciplina de Ciências. (EJA 8º ano – volume 3. 2ª ed. São Paulo, IBEP, 2009. Celeção Tempo de Aprender – vários autores) O próximo passo foi a construção coletiva de um diagrama, sobre globalização, a partir da seleção das informações principais em um texto que abordava esse tema. Nas próximas aulas proporei um exercício semelhante ao realizado, para que os alunos, em pequenos grupos, construam um mapa conceitual a partir das ideias principais do texto O movimento ‘hippie’, extraído do livro didático do aluno, disciplina ARTE.

domingo, 9 de outubro de 2011

Justificativa da escolha do tema 7ªC

No último dia 21.09.2011 coletei o registro das justificativas da escolha do tema de alguns alunos da 7ªC:


 Eliane: Por que a sociedade tem tanta dificuldade em aceitar a homossexualidade?
O tema escolhido é devido a intolerância das pessoas aos vários tipos de preconceito, mas o tema em questão vai focalizar o preconceito contra a homossexualidade e tentar entender mais sobre esse tema. Recentemente foi aprovada a lei que permite o casamento entre casais gays, mas as pessoas ainda não aceitam.

 Iara: Por que a violência doméstica é cada vez maior?
Escolhi esse tema porque estamos vendo todos os dias várias mulheres sendo agredidas por seus parceiros. A maioria delas por medo não procuram ajuda, uma delegacia da mulher, para denunciar os agressores e muitas vezes acabam sendo mortas.

 Márcio: O que é o diabetes?
Eu me motivei a fazer esta pesquisa porque minha mulher tem diabetes e eu queria me aprofundar mais sobre isso. Gostaria de saber se existem outros tipos de diabetes, como surgem e como se deve tratar.
 Vânia: Por que as pessoas destroem a Natureza?
Hoje a Natureza está muito destruída, não só nas cidades, mas em todos os lugares. Nós vemos florestas queimadas, árvores cortadas... Por onde passamos, encontramos lixo jogado nas ruas, sacolinhas, garrafas pet Isso foi o que me incentivou a escolher esse tema.

domingo, 18 de setembro de 2011

Pergunta geradora e algumas justificativas

No último dia 15, coletei as primeiras perguntas geradoras dos PAs dos alunos. Alguns deles ainda estão com dúvidas, e isso apareceu nas justificativas para a escolha. Em todo caso, a lista a seguir dá uma mostra das preocupações em torno da pesquisa. Na lista da 7ªB já aparecem os primeiros esboços da justificativa:


Lucirene: Por que algumas têm vitiligo e outras não?
Escolhi esse tema porque apareceu uma mancha branca no meu filho e os médicos disseram que é vitiligo. Como não obtive muitas respostas, aproveitar a oportunidade para saber mais sobre isso.

Adeilda: O AVC só dá em pessoas idosas?
Eu escolhi esse tema, o AVC, porque acho interessante. Quero saber quais são os sintomas, como se desenvolve, principalmente porque meu pai teve AVC aos 79 anos e gostaria de saber se isso só acontece em pessoas idosas. Além disso, gostaria de saber como lidar com essa situação.

Verônica: Como o ovário policisto interfere na fertilidade da mulher?
Eu escolhi esse tema porque pretendo ter filhos e quero saber se tem tratamento para esse tipo de doença.

Guilhermina: Por que o câncer dá em algumas pessoas e outras não?

Vailton: Qual é a origem da sinusite?
Quero pesquisar sobre sinusite porque sofro com essa doença e nunca fiz nenhum tratamento. Sei muito pouco sobre isso e gostaria de saber como se manifesta e se tem cura.

Leocádia: Por que chove em algumas regiões e outras não?
Eu escolhi esse tema por curiosidade em descobrir como funcionam os fenômenos da atureza. Eu sou muito curiosa sobre esses fenômenos. O que me motivou a escolher esse tema foi o seguinte: Um dia saí de casa, para fazer uma viagem que durou 1 hora e o tempo estava normal. Durante o percurso, o tempo mudou várias vezes: chovia, fazia sol, chovia novamente e assim foi o tempo todo, até eu chegar no meu destino. O que eu descobrir pretendo passar a outras pessoas que tenham também essa curiosidade sobre fenômeno meteorológicos da chuva.

Paulo: Por que o espaço desperta tanta curiosidade nas pessoas?

Luciane: Existe vida em outros Planetas?

Helton: Como o homem surgiu no Planeta Terra?


A seguir, a lista de perguntas da 7ªC:


Tatiana: Por que existe tanta variação do clima?

Vânia: Por que as pessoas destroem a Natureza?

Alan: O que são e como funcionam os cinco sentidos?

Kleber: Para que serve a filosofia hoje?

Renata: Que sentido tem a tatuagem para as pessoas?

Eliane: Por que a sociedade tem tanta dificuldade em aceitar a homossexualidade?

Andréia: Por que os jovens estão cada vez mais entrando no mundo do alcoolismo?

Marlene Pedro: O que é e como surgiu a AIDS?

Márcio: O que é o diabetes?


Como se vê, as justificativas estão bem próximas das preocupações pessoais dos alunos, diretamente relacionadas ao seu cotidiano, outras, não menos distantes, apontam para questões mais diretamente relacionadas a comportamentos sociais, ou mesmo existenciais. Mas todas passíveis de um diálogo com as disciplinas, ou matérias, estudadas na escola, o que vem ao encontro da proposta dos PAs.

Em relação às dificuldades no uso das tecnologias, conversei com os alunos sobre a possibilidade de alguns virem à escola uma vez por semana, fora do horário escolar, para que possam aprender a criar seu blog. Essa é uma estratégia não só para tentar resolver um problema imediato, mas também para criar parcerias entre aluno, professor, coordenador, aluno na construção dos projetos. Nesse caso, ao aprenderem a construir seu blog, poderão compartilhar com os colegas os conhecimentos adquiridos, facilitando a interação na sala de aula.
Nossa coordenadora, professora Marlene, abraçou a ideia e, inclusive, prontificou-se a organizar os horários de uso da sala de informática, de acordo com a disponibilidade da escola, e acompanhar na orientação desse grupo de alunos: Leocádia, Lucirene, Maiara e Vailton.


domingo, 11 de setembro de 2011

A escolha dos temas

Na última quinta-feira, 08.09.2011, na EMEF Fenólio, apenas conversei com os alunos sobre o Projeto da Escola Conectada, reforçando a importância e pertinência de se trabalhar com os PAs na sala de aula – discussão iniciada pela professora Milana.

Na EMEF Buscarini, retomei com os alunos, em roda de conversa, a discussão sobre a escolha do tema e sua posterior transformação em pergunta geradora de pesquisa. Tendo em vista que poucos alunos estavam presentes na 7ªC, trabalhei apenas com a 7ªB. Os temas foram elencados na lousa: Drogas (Luciana), Espaço (Paulo), Ovários policistos (Verônica), DST (Taciana), Câncer (Maria do Socorro), Tuberculose (Maiara), Vitiligo (Lucirene), HPV (Érica) e AVC (Adeilda). Dos alunos que trouxeram o tema, apenas um (Helton) não conseguiu defini-lo, mas deu algumas pistas que indicam uma preocupação com o crescimento, ou desenvolvimento do indivíduo na sociedade. Uma das alunas, a Leocádia, tentou formular uma pergunta, a partir do tema Chuva: Por que chove em algumas regiões e em outras não?

Como se vê, os alunos estão pensando em vários campos, embora haja uma preocupação com o assunto doenças.

A maior dificuldade apresentada, e estou esforçando-me para ajudá-los, é quanto ao registro escrito da justificativa da escolha do tema. Oralmente, as coisas caminham melhor, inclusive pela participação e tentativa de um colega ajudar o outro na explicitação, ou verbalização das ideias.

Cabe aqui uma observação: durante as discussões, alguns alunos apontaram, em alguns momentos, para possíveis relações de hierarquização, ou a ordenação dos elementos relacionados/citados nas discussões em ordem de importância.

Isso foi muito bom em dois sentidos, primeiro porque percebi e registrei esse movimento dos alunos, em segundo porque é um dado que surgiu na própria roda de conversa, isto é, esse movimento partiu deles e, em ambos os casos, será um elemento facilitador para as próximas conversas.

Insistindo um pouco mais sobre essa questão, diria que – embora não seja muito fácil, pois estamos diretamente envolvidos, orientando as discussões com o grupo –, é muito importante perceber e fazer o registro desses fatos, nos momentos em que eles ocorrem. Isso é importante tanto para o orientador, quanto para o educando, uma vez que a retomada do fato e seu contexto em outros momentos ajuda muito a esclarecer melhor os conteúdos tratados e facilita a ampliação, ou aprofundamento do trabalho coletivo e individual.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Feira Cultural

Fizemos uma pausa nas atividades com os PAS por conta da Feira Cultural, o que movimentou nossa escola.
Confira, a seguir, algumas das atividades preparadas pelos alunos, desde o jornal mural, as ervas medicinais, passando pelo jogo de adivinha, embolada, piadas, uma bela roda de capoeira (grupo do Mestre Marrom), assim como o jogo da amarelinha, músicas regionais, e um saboroso encerramento regado por um feijão tropeiro saído da alquimia da Márcia e da Eliana, além das delícias feitas pelos alunos.
O jornal mural foi a porta de entrada para as apresentações

Alunos e professores atentos aos preparativos das apresentações.


As tradicionais ervas medicinais muito bem explicadinhas pelas alunas.

A turma estava bem descontraída e animada na apresentação



da embolada

                                         das piadinhas,


do jogo de adivinha. Pena que não deu para gravar as meninas fazendo as perguntas, assim como os meninos brincando com as palavras.

Como se pode perceber, as músicas regionais empolgaram a moçada.

A Guilhermina não só trouxe o jogo da amarelinha,

como ensinou para alguns. Mas o melhor mesmo (vocês não acham?), foi a integração dos professores com os alunos.

Vejam como a professora Agnes curtiu o jogo da amarelinha.

Lembram-e do Rayuela, do Cortázar? Não é a imaginação criativa da criança que nos ensina também? Vejam como é rápida a Ana, filha da professora Madrilene.

Quem disse que meninas não jogam capoeira? A Maria Ivete, da 5ª A, mostrou que jogam, sim.

Já estamos quase no final, mas ainda dá tempo...

de visualizarmos um pouco o que as nossas alquimistas culinárias prepararam para o final:

O famoso FEIJÃO TROPEIRO.


Parece que o pessoal aprovou...


com muita degustação!!!

Ah...

Mas as meninas e os meninos também trouxeram suas delícias preparadas com muito zelo e carinho.

Após uma breve parada...

Estamos de volta para dar continuidade aos PAs (Projetos de Aprendizagem). Agora, nossa coordenadora pedagógica, Marlene, a professora Gil e eu, começamos uma nova etapa com a metodologia dos PAs, na EMEF Maria José Luizetto Buscarini. As novas turmas também são do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Neste semestre estaremos trabalhando com as 7as séries B e C.
Em 10 de agosto, embora já estivéssemos conversando desde o início deste semestre sobre o planejamento dessa nova etapa, nos reunimos em HTC, para concretizar o plano de nossas ações. O primeiro passo foi a apresentação da proposta aos alunos em roda de conversa. Muitas curiosidades surgiram, em especial sobre a metodologia e o uso das tecnologias. Ao final do encontro, propusemos uma enquete para alinhavarmos alguns pontos abordados oralmente, em relação à experiência dos alunos com as tecnologias. O quadro a seguir resume as respostas de nossos alunos.

Como se vê, 41,6% dos 36 alunos que participaram da enquete indicaram não ter computador em casa, embora todos tenham indicado que o utilizam, pelo menos na escola. Alguns deles em casa e/ou na lan-house, ou ainda no trabalho (27,7%). Em relação às redes sociais, o orkut apareceu como a preferida (ou a mais conhecida). Outro dado interessante apontado, nos parece, foi em relação ao uso da internet, pelo menos dois de nossos alunos utilizam a rede para fazer compras, assim como 22 (61,1%) a utilizam para fazer trabalhos escolares. Refletindo sobre esse último dado, consideramos bastante curioso o fato de apenas 11 alunos (30,5%) indicarem sites de busca como uma das formas de utilização da internet, já que 61,1% a utilizam para trabalhos escolares.

Esses dados certamente serão uteis na formação das parcerias, pois o conhecimento compartilhado dos diferentes modos de utilização das tecnologias será um facilitador na interação tanto dos alunos entre si, quanto em sua relação com os orientadores.
O passo seguinte foi a sensibilização preparatória para a escolha do tema e sua transformação na pergunta inicial, geradora da pesquisa. Os alunos gostaram bastante do vídeo apresentado, o que sucitou uma boa troca de experiências. Confira o vídeo:



É interesante notar que, mesmo já tendo utilizado esse vídeo ano passado com outra turma, o efeito continua surpreendente, inclusive para nós, orientadores, pois novas brechas abrem-se a cada nova reflexão. 
Ah, fizemos uma pausa momentânea, motivo da próxima postagem.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pondo a mão na massa

A construção dos blogs, pelos alunos, demorou bastante, pois tivemos algumas dificuldades. Além das já esperadas, isto é, a falta de convivência com o computador, a mais difícil de contornar foi justamente o acesso à Internet, assim como o uso do computador, já que muitos alunos, a maioria da turma, não têm computador em casa. Obviamente os projetos são desenvolvidos na escola, mas seria um facilitador para o aluno, se pudesse estender sua pesquisa em outros espaços. Aí também é outro problema, talvez mais específico em relação aos alunos da EJA, pois a grande maioria trabalha e, pelo que pude perceber, as alunas, além do trabalho fora de casa, têm que dar conta de seus afazeres domésticos. Mesmo assim, aos poucos fomos construindo os blogs e iniciando as postagens, poucas é verdade, mas a preocupação e interesse dos que a fizeram pode ser constatado nos endereços a seguir.
Áurea       http://wwwejaaureafenolio--aurea.blogspot.com/
Edith        www.eja-fenolio-edith.blogspot.com/
Patrícia V www.eja-fenolio-patricia.blogspot.com/
Priscila     http://wwweja-fenolio-priscila.blogspot.com/
Sueli        http://wwweja-fenolio-sueliduarte.blogspot.com/

Em relação a esses blogs, além do início da pesquisa, vale a pena dar uma olhada nos mapas conceituais elaborados pelas alunas.

Os demais conseguiram construir seus blogs, mas ainda não conseguiram fazer suas postagens.
Celeste Cardoso http://eja-fenolio-celeste.blogspot.com/
Ivalter Soares http://www.fenolio-eja-ivalter.blogspot.com/
Janaína Ferreira http://www.fenolio-eja-janaina.blogspot.com/
Jefferson Oliveira http://www.eja-fenolio-jefferson.blogspot.com/
Jucirleide Apolinária http://wwwejajosifenolio-josi.blogspot.com/
Osmar Gonçalves http://www.eja-fenolio-osmar.blogspot.com/
Patrícia Feitosa http://www.fenolio-eja-patricia.blogspot.com/

domingo, 21 de novembro de 2010

é necessário ressignificar colaborativamente

Essa nova etapa no curso de formação em Educação e Tecnologia do Programa Escola Conectada – http://www.educacaoetecnologia.org.br/ – caracteriza-se pelo acompanhamento e intervenção nos blogs desenvolvidos pelos alunos que oriento no desenvolvimento de seus Projetos de Aprendizagem. Nesse novo reinício, vale a pena começar refletindo um pouco sobre o que destacam duas de nossas orientadoras. Isto porque no espaço da escola há vários outros espaços e nem sempre são vistos como interligados.
“...cabe à escola oferecer condições a alunos e professores para que busquem soluções para problemas e desafios. A fim de que isso aconteça, é necessário que se redimensione a função da escola, deixando de se configurar em espaço que limita o conhecimento a campos fechados para se constituir em lugar de ressignificações e construção cooperativa de conhecimentos.“   CAMARGO, Fernanda Bedin e LACERDA, Rosália Procasko. In:Complexidade na sala de aula: favorecendo novas formas de pensar e articular saberes. http://www.educacaoetecnologia.org.br/ead/file.php/33/COMPLEXIDADE_NA_SALA_DE_AULA.doc acessado em 11.09.2010
 Talvez o mais difícil quando se pensa na necessidade de se redimencionar a função da escola seja o fato nos deparar com concepções pedagógicas aquém de nosso tempo. Com isto não estou querendo dizer que se deva esquecer ou desprezar o que se tem feito, afinal, o novo tem sempre uma enorme dívida com o passado, daí a importância em se pensar em ressiginificação colaborativa. E, isso não é tão simples de se operar, mesmo pensando, por exemplo, no contexto de uma unidade escolar.
A inclusão da tecnologia na educação, muitas vezes, tem se restringido à disponibilização de microcomputadores e da Internet, em laboratórios de informática, mas sem um vínculo claro com o currículo escolar. Não é de se estranhar, portanto, que nossos alunos, tão ávidos pela novidade, nem sempre saibam o que fazer com o uso do computador na escola, uma vez que também não estão sendo preparados para isso. Aliás, isso também vale para o professor uma vez que, de forma geral, também não estamos sendo preparado para usar a tecnologia na educação.
Um programa como este, isto é, o desenvolvimento pelo aluno de Projetos de Aprendizagem, como o que estamos tentando desenvolver, além dos desafios, traz, ou exige, essa mudança de atitude. O compartilhamento, principalmente nos fóruns, das angústias, incertezas e acertos, aponta com toda a clareza a natureza dessa mudança, que também estamos experimentando com nossos educandos na interação em sala de aula.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não é bem assim...

As músicas que selecionei para desenvolver meu PA foram baixadas do site cifrantiga, http://cifrantiga3.blogspot.com/. Como são muitas as músicas (230), considerei as que estavam disponíveis no site (76) como uma espécie de corpus, a partir do qual selecionei 10 aleatoriamente: Conversa de botequim, A razão dá-se a quem tem, João Ninguém, A.b. surdo, Não tem tradução, O maior castigo, Com que Roupa?, Cidade mulher, Três apitos e Último desejo.

Ao ler as letras, procurei ver rapidamente se aquelas características de que me havia lembrado, homem durão, machão estavam mais presentes. Logo percebi que não era bem isso, mesmo na música Três apitos, em que os versos Por que não atende ao grito tão aflito / Da buzina do meu carro? e Você é mesmo artigo que não se imita poderiam sugerir aquele estereótipo. Pois esses versos marcam uma diferença social entre o homem, em seu carro, e a mulher, operária cortejada por ele. Em decorrência disso, poderíamos pensar que o termo artigo, referido à figura feminina, indica um olhar que vê a mulher como objeto, configurando o perfil machista desse olhar. Mas se observarmos a figura masculina representada, o "eu" que fala também é mostrado como objeto, a partir da personificação do carro.

 Por isso e levando em consideração o todo significativo da música, creio ser válido dizer que, em ambos os versos, está em destaque menos a posição machista do que a exasperação do eu provocada pela indiferença do ser amado. Nesse sentido, é a frustração desse eu que está sendo tematizada, em decorrência da indiferença com a qual se sente tratado.

 Assim, fazendo uma releitura desses mesmos versos na música, verificamos que o termo artigo, mais enaltece a figura feminina do que o contrário, pois o verso acaba ressaltando, nesse contexto, a independência econômica da mulher, o que lhe permite ser indiferente aos atributos econômicos e sociais do conquistador. Nesta, como em outras músicas em que o sentimento amoroso entre homem e mulher aparece, poderíamos dizer que o poeta da vila mais critica do que (re)afirma o perfil masculino de sua época. Isto é, com fina ironia e despojamento de linguagem, a música de Noel Rosa, neste aspecto que me interessa aqui, parece descrever um comportamento masculino em contradição com o seu tempo, buscando ora se afirmar em valores até então consagrados, tentando preservar a imagem pública, ora assumindo com parcimônia o fim da relação amorosa, causada pelo que fez, ou talvez pelo que não fez, como sugere Meu último desejo.

 Curiosidade à parte, em relação a esta música, a intérprete Araci de Almeida, incidentalmente ao gravá-la, trocou o artigo "o", definido, por "um", indefinido, no verso Diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim, operando uma alteração de sentido bastante significativa, se pensarmos, por exemplo, no estado afetivo do eu que lamenta a separação. Estaria aí inconscientemente uma (re)leitura feminina desse eu que se despe(de) em seu último desejo?

terça-feira, 25 de maio de 2010

De conversa em conversa... novas ideias

Iniciando a pesquisa, a pergunta inicial era de que forma o gênero masculino é representado na MPB?, até que parei de ouvir tudo o que aparecia. Mas nesse percurso, lembrei de uma música, regravada por Adriana Calcanhoto, cujos versos iniciais eram Anunciaram e garantiram / que o mundo ia se acabar. Na época em que ouvi, achei muito interessante o trabalho da cantora e compositora, ao fazer aquela releitura musical, recuperando a graça e a sensibilidade cronista de seu autor, Assis Valente. Isso, a crônica presente na letra da música, foi o que me chamou a atenção na época. Agora, pesquisando na Internet, descobri que já conhecia outras músicas desse compositor, mas nem desconfiava que eram suas. Camisa listrada, por exemplo, ouvia na voz de Maria Bethânia, acho que era ela, ainda na década de 60 e, menino de tudo, achava muito divertida a narrativa, que contava as peripécias do folião. Por essa época, havia uma certa ideia, um certo estereótipo do masculino representado nas músicas como “durão”, “machão”. Daí me perguntei se isso poderia ser um caminho de pesquisa para confirmar essa ideia, ou representação, e resolvi ler algumas letras de música de compositores consagrados da MPB. Isso parece que começou a facilitar o trabalho, na medida em vislumbrei um ponto, digamos assim, mais estável, ou mais concreto. Mas ainda ficava a questão da escolha dos compositores e percebi que deveria, pelo menos por enquanto, selecionar um ou dois apenas, para ver o que acontecia. Embora Assis Valente já estivesse no horizonte, também pensei em Cartola e Noel Rosa. Escolhi Noel Rosa, provavelmente por ter lembrado desse aspecto cronista em suas músicas. Aliás, ao ouvir e ler algumas músicas desses compositores, percebi que há bem mais a explorar em suas composições, por isso mesmo resolvi fazer uma mapa conceitual no intuito de verificar as relações mais pertinentes, a partir da ideia básica.

De conversa em conversa... um mapa


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mudanças e novas perspectivas educativas

Dando continuidade a este blog, tentarei situar o rumo da nova etapa a explorar. Nesse sentido, apresento algumas reflexões sobre a prática educativa que estou (a-mos) construindo em grupo, isto é, os Projetos de Aprendizagem, na perspectiva da EAC (Experiência de Aprendizagem Colaborativa), da Educação Conectada.


Ao iniciar o programa, não tinha muita clareza sobre o que seria tudo isso, mas muita expectativa sobre essa nova possibilidade de desenvolver um trabalho em grupo e à distância. Do início até aqui, muitas coisas aconteceram, principalmente no que diz respeito às reflexões, ou um certo aguçamento do olhar para a minha própria prática educativa, uma ampliação inevitável, por exemplo, sobre a noção de desenvolvimento de trabalhos a partir de projetos – projeto do, professor ou da escola –, inclusive, como já havia experimentado. As diferenças entre as práticas anteriores e a que estamos nos propondo aqui são mais do que evidentes e motivadoras, a partir do momento em que a base é o fazer do aluno, orientado pelo professor, ou melhor, orientador.


Por que, então, dar continuidade ao blog e não criar um novo. Acredito que a opção pela manutenção veio da preocupação inicial, isto é, criar um espaço para discutir propostas de práticas educativas. Num primeiro momento, a proposta era discutir estratégias de leitura e produção de textos, bem como aprender a trabalhar com essa ferramenta, o blog, explorando outras possibilidades de interação, além do e-mail, por exemplo, ampliando as minhas próprias possibilidades de comunicação à distância, o que infelizmente acabei interrompendo. Além disso, a preocupação geradora da ação continua e sinto-me bastante estimulado a prosseguir, agora, sob nova perspectiva.


Dando prosseguimento ao programa, isto é, começando a construir meu PA, gostaria de contar um pouco como a pergunta geradora surgiu.


Semana passada estive trabalhando o anúncio publicitário com meus alunos e os textos que usamos para a leitura e análise eram voltados para o público feminino. A cada texto fomos descobrindo um certo olhar caracterizador do papel da mulher na sociedade e como essa caracterização estava sendo construída pela linguagem. Nem preciso dizer que as discussões foram bem acaloradas.


Bem, mas o que isso tem que ver com a pergunta norteadora do PA que deveria construir? Pois é, enquanto pensava nas estratégias para trabalhar esse gênero textual com os alunos, pensei em tomar essa atividade como um possível começo de trabalho de pesquisa dos alunos, por exemplo, sobre a representação da mulher na literatura – um projeto do professor, claro (rsrs) –, o que poderia ser uma estratégia motivadora para despertar o interesse pela leitura e produção de textos. A partir daí, comecei a lembrar de trabalhos que enfocam a mulher representada na MPB, em especial na obra de Chico Buarque. Daí me perguntei: e o homem, como aparece ou como é tematizado, por exemplo, na MPB? Confesso que não conheço trabalho específico sobre esse tema, ou esse recorte. Será que existe algum? Lembro-me de ter visto algo nessa linha em relação ao cinema. Enquanto procuro, pensei em propor para mim a pergunta, mais ou menos assim: de que forma o gênero masculino é representado na MPB? Acho que a pergunta é bastante aberta, apesar do corte MPB, e poderia gerar uma coleta de dados bem interessante. Provavelmente, pensei, terei que fazer novo corte, por exemplo período/época etc. Mas por onde começar?


Depois de muito tropeçar, comecei a ouvir algumas música e encontrei algumas coisas interessantes e que, de certa forma, me deixaram um pouco assustado no que diz respeito ao modo como agrupá-las. Até agora não consegui me decidir quanto a isso, pois ainda estou ouvindo as músicas de forma aleatória, principalmente no rádio, mais ouvindo do que lendo, pois me falta a parte escrita. Essa é uma das dificuldades, para a qual tenho que encontrar uma solução, pois enquanto ação exploratória, ainda dá para contornar, mas começando a pensar nas referências, as coisas começam a se complicar, principalmente por falta de dados.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Estratégias de leitura e produção de textos

Uma das preocupações do professor de língua materna é desenvolver em seus alunos competências de leitura e escrita de textos. Obviamente não se tem aqui a pretensão do ineditismo, pois, como se sabe, inúmeras práticas de leitura e escrita estão disponíveis, tanto na cultura escolar, quanto fora dela. O que se quer é exercitar essas práticas explorando a linguagem em suas diversas possibilidades de expressão e contribuir com o desenvolvimento destes objetivos básicos da formação da cidadania: saber ler e escrever. Hoje o espaço virtual, embora ainda de uso bastante restrito nas escolas, é considerado como uma necessidade requerida tanto pela aprendizagem, quanto pelo ensino. Pois, além de ser um espaço facilitador para a livre expressão e compartilhamento de ideias, promove a interação à distância. Nesse sentido, as atividades propostas de leitura e escrita de textos destacarão, sem maiores pretensões, não apenas a exploração da linguagem mais voltada para a literatura, mas também aquela presente nos mais variados gêneros textuais que circulam em nossa sociedade. Por isso mesmo, a preocupação com a nossa língua portuguesa será pautada pela reflexão sobre o uso das variedades linguísticas em seus diferentes contextos. Essa tem sido uma estratégia bastante produtiva na medida em que propõe ao falante refletir e agir frente a diferentes níveis e variedades da língua.
Ao trabalhar o texto narrativo, além da leitura compartilhada e exercícios de interpretação oral e escrita, um procedimento bastante proveitoso é a construção de imagens a partir de determinada narrativa, ou de histórias a partir de determinada imagem. Essa transposição de linguagens, além de tornar lúdica a atividade de leitura e escrita de textos, promove a discussão e a reflexão sobre as possíveis representações linguísticas e/ou imagéticas, tendo por base apenas um ponto para observação. Esta parece ser uma chave importante para a atividade, pois destaca em seu conjunto um dos principais componentes da produção textual: a coerência. Afinal, embora o processo criativo passe pela livre associação de idéias, há um norte ou balizamento pré-estabelecido para a construção do texto, verbal ou não verbal. O grupo-classe ou os componentes de grupos menores ao participarem da atividade não deixam passar as discrepâncias, antes discutem, às vezes acaloradamente, as diferentes possibilidades, argumentando em defesa do ponto de vista comum. Por fim, cabe não descuidar, nesse processo, das etapas de sistematização dos conteúdos trabalhados, pois esta é que irá estruturar o conhecimento dos educandos.
As imagens postadas neste espaço foram suscitadas e produzidas por alunos de quinta série a partir da leitura do texto “O rei dos cacos”, de Viviana de Assis Viana, lido pelos alunos no livro didático Português: linguagens, 5ª série, 4ª ed. São Paulo, Atual, 2006, p.86-7, organizado por Willian R. Cereja e Thereza C. Magalhães. Para esta atividade, foi proposto aos alunos que fizessem a leitura do texto e seguissem três orientações: a) leia atentamente o texto e anote em seu caderno trechos que indiquem passagem de tempo; b) transcreva trechos curtos que ilustrem pelo menos três ações praticadas pelas personagens e c) tente representar pelo menos três dessas ações, observando a sequência da narrativa, em forma de desenho, como se estivesse fazendo uma tira de jornal, ou uma história em quadrinhos.

Produção 01

Nesse desenho, podemos observar uma síntese bastante interessante, cujas imagens compactam momentos importantes da narrativa selecionados pelo leitor. Nota-se que, embora prevaleça a economia das ações, possivelmente motivada pela consigna, o desenho põe em destaque as ações da personagem feminina. O último quadrinho tenta representar habilmente a continuidade das ações sugeridas no texto original, a partir da imagem do sono e sua consequente extensão no sonho. Tudo isso motivado pelo texto escrito a partir da expressão adverbial “no dia seguinte” e o substantivo “sonho”, que, no contexto da narrativa, não está associado a sono, mas à realização de um desejo, isto é, encontrar o “rei dos cacos”.

Produção 02

Este desenho, como o primeiro, também destaca a personagem feminina. Entretanto, a diferença no modo de representar as mesmas cenas presentes naquele acaba por evidenciar o protagonismo da personagem. Parece pouco, mas o primeiro e o último quadrinhos não deixam dúvidas sobre esse olhar que aponta ou marca uma diferença interpretativa.